quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Enquanto Palestina sangra, o mundo dorme

Meu blog precisou redigir e acrescentar mais uma postagem este ano, infelizmente para denunciar uma violência sem fim imune a qualquer explicação sensata.
(Grito Pacífico, mudando o mundo com você)

Enquanto Palestina sangra, o mundo dorme

Palestina está revivendo acordada os piores pesadelos de um mundo sonolento e omisso.

Enquanto a imensa maioria verá alegremente fogos de artifício no céu durante a passagem do ano, a população civil de Gaza, incluindo crianças inocentes e mulheres indefesas, verá rajadas de mísseis sangrando os horizontes de suas vistas, de suas esperanças ou até de seus lares. A estratégia belicista de Israel começou há vários meses, buscando minar e fragilizar ao máximo a infra-estrutura, a economia e os programas de ajuda humanitária dirigidos a Gaza.

Só podia ser piada de final de ano: ao noticiar a escalada brutal da violência neste conflito, depois de atualizar corriqueiramente os ouvintes das incontáveis baixas palestinas, o apresentador pareceu frisar solenemente que “quatro cidadãos israelenses” também haviam sido mortos, demonstrando no tom da abordagem um constrangimento sutilmente maior, como se a vida de uma pessoa da Palestina valesse dez ou cem vezes menos do que alguém de Israel.

Muitos judeus oprimidos no passado se tornaram declaradamente opressores, como se o racismo genocida nazista tivesse reencarnado e recrudescido em Tel Aviv. Com penosos agravantes: uma ONU ajoelhada perante o veto arrogante dos EUA, uma mídia explicitamente tendenciosa e uma comunidade internacional complacente. De cada dez chefes de Estado que condenam os ataques de Israel, alguns setores da impressa escolhem a dedo os três discursos mais dóceis.

Mas é claro que todo mundo irá se mexer. Talvez quando a cifra palestina ganhar um quarto algarismo, superando as mil vítimas. O engraçado é que, para tentar salvar as montadoras norte-americanas da crise neoliberal, Obama não se faz de rogado e move todas as palhas que está a seu alcance. Agora, chamado a se posicionar com mais atitude frente ao extermínio de Gaza, ele prefere jogar golfe, limitando-se a dizer que ainda não assumiu o governo dos EUA.

Haja remédios e gazes para aliviar as dores e feridas de Gaza. Viver nesta região, tão abençoada pelas heranças cristãs, é como comprar a passagem antecipada para o inferno. Os povos de lá não precisam assistir filmes de guerra, pois Israel já os contratou para as cenas reais do abate. A comida palestina tem gosto de pólvora, temperada pelos estilhaços que por um triz não explodiram mais uma localidade civil, sitiada e novamente ameaçada como tantas outras.

Palestina está revivendo acordada os piores pesadelos de um mundo sonolento e omisso.

7 comentários:

PABLO ROBLES disse...

Recebi através dos recados do dihitt este comentário:

"Nada justifica esses ataques sanguinários do governo israelenese sobre população, civil, velhos, crinaças, mulheres, enfim todo tipo de pessoas indefesas. O mundo precisa rebelar-se contra isso."

Minha resposta foi:

"Amiga... o mundo realmente precisa estar mais atento a tais atrocidades, os líderes e países neutros nesta barbárie precisam ter mais pulso para conter calamidades como esta"

Feliz 2009 e um mundo mais justo para a família humana!

João disse...

Pablo,

Está havendo desconsideração pelo sofrimento de todos os que vivem naquele campo de concentração chamado de Gaza.
A hipocrisia da sociedade internacional,e não só politica mas geral,começando pela comunicação social,que na verdade cada vez menos serve para comunicar e informar,é quotidianamente uma vergonha.

Pelo meio os extremistas de cada lado,desejosos de actuar pelas violências,vão colocando mais lenha da fogueira explosiva,num ciclo interminável de destruição,insegurança permanente e sofrimento que continuará acompanhar como sombra as futuras gerações...

Tem que haver mudanças de lideranças,e elas pelos povos deverão ser criadas.

Abraço amigo,excelente artigo a denunciar mais momentos loucos na Palestina,
joao

Francisco Castro disse...

Olá, eu vejo essa guerra como uma das maiores covardia que se tem na história em razão da diferença do poderia militar de um para o outro. Entretanto, não se pode admitir que as pessoas de Israel sejam atacadas, vivendo sitiadas e em desepeiro. É urgente que as principais nações tomem medidas para acabar com essa guerra. O problema é que os Estados Unidos e a Inglaterra são a favor de apenas de um lado.

Abraços

Wander Veroni disse...

Oi, Pablo!

O que mais me revolta nessa história é o fato da ONU sempre ser omissa em relação a esse genocídio que Israel está fazendo com os palestinos. Falta interesse de um mundo que faz vistas grossas para essa tragédia.

Abraço e feliz 2009!

André disse...

os lideres arabes pagam boquete para os EUA...os palestinos sao fudidos...falta grana...a vontade do povo nao prevalece...sao apenas vidas sem valor. acho que esta a verdadeira guerra no fim do mundo...nao vejo saida. odio. Israel é dona dos EUA/Reino unido. fazer o que? quem vai investir na palestina?

Danibyo disse...

Conflitos entre Palestinos e Israel sempre aconteceram,mas nada se compara com os atuais conflitos! Realmente os Israelitas estão cada vez mais ousados,e nem parecem se importar que representam a base de todo o fundamento religioso no Mundo! eles deveriam ser um exemplo de Paz Mundial, de um país que teve sua liberdade em 1947 com o nascimento do estado de Israel, mas como sempre falo, sobre questões religiosas os conflitos são mais duradouros!!!!Será que os Israelitas se esqueceram o que passaram nas mãos de uma alemanha Nazista? Porque praticarem tamanha barbaridade? O que pode se esperar de uma nação que negou Jesus Cristo! Israel nunca terá Paz pois sempre será alimentada pelo seu próprio ódio!!!!!

NERTAN disse...

Amigo Pablo.
Tava lhe devendo este comentário.
Parabéns pela iniciativa!
Em breve,assim que minha saúde ortopédica ajudar,estarei criando meu blog.
Bons Textos!

Nertan Rabelo