Amigos e amigas, e colegas virtuais como um todo, utilizo o espaço do meu blog para comunicar que decidi no dia 20 de abril de 2009, por um prazo indeterminado, me afastar da rede social Orkut, da qual pertencia há mais de dois anos e meio.
A principal conseqüência disso, no que se refere aos meus escritos sociais de divulgação pela internet, será a suspensão da seção semanal Minuto Poético, onde publiquei, continuamente, 102 poesias com enfoque basicamente social, razão pela qual passei a me autodenominar Poeta do Social, alcunha essa já impregnada de forma irremediável em minha alma artística, cujos frutos continuarão sendo colhidos de forma seletiva neste blog.
Aos que já leram alguma poesia minha pelo Orkut e que estejam tomando conhecimento deste comunicado, recebam sinceramente o meu muito obrigado. Espero poder lançar, a médio prazo, um livro solo de poesias dedicadas a esta militância sócio-artística.
Após esse necessário parêntesis, vou expor os motivos de minha saída. Primeiro, esclareço que não foi por motivos traumáticos (risos). Ninguém nunca tentou me ofender, agredir ou mesmo seqüestrar (até porque perderiam tempo) em função de minha exposição através do Orkut. Tampouco significa um protesto contra a Google, empresa dona do sistema.
Minha motivação determinante foi de ordem cronológica. Calma, não envelheci ainda e nem perdi a coordenação motora das mãos. Porém, não tenho mais o mesmo tempo livre que tinha quando me cadastrei a princípio no Orkut. Melhor dizendo, o tempo agora que disponho precisa ser priorizado com mais intensidade e objetividade à consolidação da minha vida profissional e à construção de minha independência financeira.
Brincadeiras e confidências à parte, com uma pitada mal disfarçada de drama (risos de novo), faço questão de evidenciar minha amizade - seja próxima ou remota, explícita ou silenciosa, discreta ou expansiva - por todos aqueles e todas aquelas que integraram e enriqueceram a minha rede virtual de contatos reais propiciados pelo sistema do Orkut.
Por mais que inventem e se popularizem dezenas de redes como essa, dentre outras maravilhas e artefatos do inesgotável mundo virtual, creio que nada substituirá a importância efetiva e afetiva da comunicação presencial, ou, quando isto for impossível, da troca de correspondências personalizadas por e-mail ou equivalentes, que praticamente substituíram há menos de duas décadas as antigas e tradicionais cartas manuscritas remetidas via Correio.
Embora eu também seja vítima disso, como todos nós que tecemos a contemporaneidade, não posso deixar de expressar um sentimento de incompletude frente às clássicas comunicações do tipo monossilábica, que são tão corriqueiras quanto (geralmente) infrutíferas. Um diz: “olá, como vai?”. O outro responde: “oi, tudo bem?”.
Quando há uma maior intenção comunicativa, trocam-se duas ou três notícias, compartilha-se alguma novidade; e pronto, passa-se logo ao próximo contato prioritário da lista de amigos virtuais. A depender desse ritmo e exclusivamente deste canal, chega ano novo e sai ano velho, e a amizade pouco ou nada evoluiu em termo substantivos.
Falando como ser humano que sou e que somos, não obstante as desumanidades praticadas por nossa espécie insistirem em negar essa condição, da minha parte interessa-me saber o que as pessoas pensam sobre o mundo, que sentimentos marcam nossa caminhada no planeta, que tipo de felicidades projetamos e o que falta fazer para tudo ser melhor.
No mais, pacificamente, o Grito não se calará e seus Ecos seguirão!
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terça-feira, 21 de abril de 2009
domingo, 21 de dezembro de 2008
Primeiro Impulso Poético

Cada verso é uma ponte entre a magia e a realidade. Em toda rima jaz uma nota cristalina de subjetividade, compondo qual tijolo a arquitetura lingüística de mais uma estrofe, esculpida pela inspiração e sensibilidade dos poetas, que estão sempre de almas abertas para captar o que muitos não conseguem expressar ou sequer enxergar.
Mas engana-se quem pensa que a poesia é um mero escape ultrapassado da razão ou uma esfera povoada unicamente pelo lirismo de gente apaixonada. Os versos também existem para questionar esse mundo pelo avesso, contaminado por valores perversos como o egoísmo e a indiferença. Vivemos uma sociedade afetivamente asfixiada pela ditadura da razão.
O neoliberalismo pode afundar o planeta e explodir a economia, mas nunca deixarei que sistemas suicidas e excludentes arranhem sequer um centímetro de minhas utopias e arranquem pelo menos uma pétala de altruísmo dos jardins de minha alma. Dentro de mim idealizo cenários belos e perfeitos: mundos mais humanos, pessoas mais felizes, relações mais sinceras, povos mais unidos, países mais solidários, líderes mais atuantes.
E foi assim, de tanto sonhar, que comecei a desabafar, me armando de versos para protestar e militar através da arte poética. Essa tendência ganhou concretude quando tive a idéia de criar a seção Minuto Poético em meu Orkut, onde me identifico como “Pablo Robles”. Desde então, sem exceção, venho postando uma nova poesia a cada semana no meu perfil de apresentação desta rede social (na parte “quem sou eu?”... me localizem e confiram!).
Contudo, tem um grande detalhe que fez e faz toda a diferença para mim. Optei por priorizar, neste espaço e em minha práxis literária, a produção e difusão de poesias de caráter social, a fim de promover reflexões, atitudes e mensagens em prol de um mundo melhor. Apesar de me empolgar com diferentes coisas e ter uma vida profissional pouco estável, nunca abandonei tal compromisso virtual. Prova disso é que já publiquei 86 poesias desde março de 2007.
Para fixar e consolidar minha imagem como poeta de conteúdos e causas sociais, tomei então a liberdade de adotar um pseudônimo que fizesse jus inequívoco a esta finalidade. Dessa forma nasceu o “Poeta do Social”. Preparei certa feita um artigo destinado a me apresentar poeticamente para o mundo, inicialmente junto aos meus amigos e depois na blogosfera. Foi uma espécie de anúncio de um novo poeta. Algo amador, mas bem intencionado.
Meses depois tive a grata oportunidade de ser convidado, através do próprio Orkut, a participar como co-autor da terceira edição de uma Antologia dos Poetas Virtuais, um Projeto de ousada envergadura levado a cabo por Magali Oliveira, uma batalhadora mulher que, além de escritora e poeta, também vem materializando sua veia empreendedora no campo da cultura. Vejam maiores informações no site: http://www.poetasvirtuais.com.br.
O excelente incentivo ensejado por esta antologia, que já se encontra em sua terceira edição, permitiu que oito poemas meus fincassem seus versos e recados sociais em uma primeira publicação impressa: “Dialogando com a sensibilidade”, “Pingos do céu”, “Resto de fé”, “Parábola das indagações”, “Castelos de Areia”, “Seja a sua metamorfose”, “Podemos mudar o mundo”, “Irmãos de utopia”. Algumas destas peças estão hospedadas aqui em meu blog, no marcador “Poesias Especiais”, em homenagem a comemorações marcantes.
Não posso deixar de registrar a presença dos vinte poetas (co-autores) da referida obra coletiva - quem tiver blog/site será guiado para lá: Magali Oliveira, Thony Pereira, Mone Carmo, Jane Rossi, Neneca Barbosa, Rosane Silveira, Soninha Porto, Eliza Gregio, Delince, Maira Cervi, Poeta do Social, Marineves Rodrigues, Andrea Lucia, O Trovador, Pavann, Sandra L. Stabile, Espedita Barros, Sigrid Spolzino, Monica Rosenberg e Leila Wermeling.
Encontram-se neste volume poetas de três quadrantes do sertão nordestino (Catunda - CE; Cocal - PI; e Riacho dos Cavalos - PB) e de oito recantos estaduais do Brasil: CE, PA, SP, RJ, PE, RS, PR e MG. O lançamento aconteceu em novembro, em Santo Antônio de Pádua - RJ. Eis a referência da obra: Antologia dos poetas virtuais: 3.° livro de poesias dos poetas virtuais (208 p.) - Organização de Magali Oliveira / Fortaleza: Premius, 2008. O valor de aquisição do livro pelo correio, incluindo frete, custa R$ 25,00 (vinte e cinco reais) e pode ser encomendando junto a Magali, através do e-mail magalioliveira@poetasvirtuais.com.br.
Um grande mérito do Projeto reside em encorajar e projetar novos talentos e dizeres poéticos, consagrados pela singularidade de quem os teceu e decidiu espalhá-los, rompendo o anonimato de escritos que poderiam morrer empoeirados e frustrados. A jornalista Marília Falcão, ao apresentar a antologia, enaltece sua inevitável diversidade: “alguns, essencialmente românticos, colocam algo como mel em suas palavras (...) outros falam de coisas da vida com tal profundidade que (...) sempre encerram grandes lições”.
Para não esticar mais o texto, cabe a mim uma promessa que você, amigo(a) leitor(a), deverá ser o(a) primeiro(a) a me cobrar no futuro: pretendo lançar, possivelmente em 2009, um primeiro livro solo de poesias sociais, de modo que esta publicação coletiva representa uma poderosa alavanca capaz de me impulsionar para vôos e desafios maiores.
Por fim, devo ainda confessar que eu não planejava exatamente chegar até aqui desse jeito. Quando lancei o Minuto Poético em meu Orkut, fazia seis meses que eu tinha terminado um longo namoro de seis anos, que foi bonito e poético enquanto durou. Mas a roleta do destino girou e aqui estou. Outro acontecimento foi a perda do meu acervo de poesias da mocidade, varridas por um vírus que infectou um computador insensível para backups. Sem falar que minha trajetória profissional no campo das ONGs passou por tropeços e superações.
Afinal de contas, não é fácil voltar a escrever cem poesias, nos atribulados anos de 2007 e 2008 que tive, quando você descobre que a grande maioria das poesias de seu passado (mais de cem), que remonta aos tempos áureos e férteis de adolescência, se evaporou por um descuido evitável. Foi nesse espírito que dei à luz uma das poesias inaugurais desta minha nova empreitada artística. “Consolos e Recomeços”. Acabei de socializá-la, em primeira mão, aqui em meu blog. Quem a ler, captará melhor a dimensão do que expus.
Transcrevo enfim, sem por nem tirar uma só interjeição, o depoimento que recebi de uma gentil e querida amiga, cujas palavras me tocaram tanto que nunca as demiti da caixa postal de torpedos do meu celular: “Fiquei feliz por ter me enviado suas poesias...são lindas e sensíveis e conseguem atingir a alma...vc escreve mto bem, parabéns! Não apenas pela escrita mas principalmente pelo conteúdo!! Vc tem que publica-las!!! Bjos!! Tudo de bom pra vc! Fica bem!” Despeço-me com um PS que não quer calar: Obrigado a todas e todos que, com os olhos de sua alma, educaram e engrandeceram minha sensibilidade e militância poética.
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