“(...) Outros professores e professoras ficaram tão sensibilizados que pediram autógrafo ao Semeador de Ideias. Mas ele lhes disse:- Mestres pedindo autógrafo a mim? Peçam uns aos outros. Vocês são os verdadeiros heróis da sociedade. Sobrevivem num ambiente estressante, sem notoriedade social e com baixos salários. Não são gigantes? Sobre seus ombros está o futuro da humanidade, e cobram e reclamam tão pouco por isso. Não são heróis? – E reiterou suas palavras: - Vocês mudam o mundo ao mudar o mundo de um aluno. Obrigado por existirem (...)”
domingo, 14 de outubro de 2012
Heróis (anônimos) da sociedade
quarta-feira, 8 de julho de 2009
O esconde-esconde da mídia podre
Se o Brasil é o país do empreendedorismo e da criatividade, urge então aplicar toda sua capacidade inventiva e inovativa na exploração de canais alternativos de comunicação e estratégias democratizantes de marketing e publicidade para causas sociais - e também nacionais. A blogosfera é uma das boas saídas.
Se Lula ganhar em seguida o prêmio Nobel, a contragosto da mídia mal cheirosa, não tenham dúvida de uma coisa: os jornalistas da desinformação e os colunistas da perversão farão mil e um malabarismos para emoldurar, sufocar e exaurir o esplendor desta conquista com uma saraivada de críticas vazias, ironias ressentidas e denuncismos calculados.
Por isso volto a relançar a campanha "Folha - não dá para não rasgar"
Agora em parceria com o "Estadão - tudo contra o cidadão"
E com o patrocínio da revista "Veja - como você é bobo"
Enfim, a campanha é livre: grite pacificamente a sua!
Comentários do Blog Grito Pacífico, mudando o mundo com você
PRÊMIO DE LULA ORGULHA O PAÍS, MAS IMPRENSA ESCONDE
Por Ricardo Kotscho - 08/07/2009
http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2009/07/08/premio-de-lula-orgulha-o-pais-mas-imprensa-esconde/
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem à noite, em Paris, o prêmio Félix Houphouët-Boigny concedido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura).
Presidido por Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, o júri premiou Lula “por sua atuação na promoção da paz e da igualdade de direitos”.
Não é um premiozinho qualquer. Entre as 23 personalidades mundiais que receberam o prêmio até hoje _ anteriormente nenhum deles brasileiro _ , estão Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, Yitzhak Rabin, ex-premiê israelense, Yasser Arafat, ex-presidente da Autoridade Nacional Palestina, e Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos.
Secretário-executivo do prêmio, Alioune Traoré lembrou durante a cerimonia na sede da Unesco que um terço dos vencedores anteriores ganhou depois o Prêmio Nobel da Paz.
Pode-se imaginar no Brasil o trauma que isto causaria a certos setores políticos e da mídia caso o mesmo aconteça com Lula.
Thaoré disse a Lula que, ao receber este prêmio, “o senhor assume novas responsabilidades na história”.
Mas nada disso foi capaz de comover os editores dos dois jornalões paulistas, Folha e Estadão, que simplesmente ignoraram o fato em suas primeiras páginas. Dos três grandes jornais nacionais, apenas O Globo destacou a entrega do prêmio no alto da capa.
Para o Estadão, mais importante do que o prêmio recebido por Lula foi a manifestão de dois ativistas do Greenpeace que exibiram faixas conclamando Lula a salvar a Amazônia e o clima. “Ambientalistas protestam durante premiação de Lula”, foi o título da página A7 do Estadão.
O protesto do Greenpeace foi também o tema das únicas fotografias publicadas pela Folha e pelo Estadão. No final do texto, o Estadão registrou que Lula pediu desculpas aos jovens ativistas, retirados com truculência pela segurança, e “reverteu o constragimento a seu favor, sendo ovacionado pelo público que lotava o auditório”.
“O alerta destes jovens vale para todos nós, porque a Amaz}ônia tem que ser realmente preservada”, afirmou Lula em seu discurso, ao longo do qual foi aplaudido três vezes quando pediu o fim do embargo a Cuba e a criação do Estado palestino, e condenou o golpe em Honduras.
“Sinto-me honrado de partilhar desta distinção. Recebo esse prêmio em nome das conquistas recentes do povo brasileiro”, afirmou Lula para os convidados das Nações Unidas.
A honraria inédita concedida a um presidente brasileiro, motivo de orgulho para o país, também não mereceu constar da escalada de manchetes do Jornal Nacional. A notícia da entrega do prêmio no principal telejornal noturno saiu ensanduichada entre declarações de Lula sobre a crise no Senado e o protesto do Greenpeace.
É verdade que ontem foi o dia do grande show promovido nos funerais de Michael Jackson, mas também ganhou destaque na escalada e no noticiário a comemoração pelos quinze anos do Plano Real (tema tratado neste Balaio na semana passada) promovida no plenário do Senado, em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou para atacar Lula.
Diante da manifesta má-vontade demonstrada pela imprensa neste episódio da cobertura da entrega do Prêmio da Unesco, dá para entender porque o governo Lula procura formas alternativas para se comunicar com a população fora da grande mídia.
Muitas vezes, quando trabalhava no governo, e mesmo depois que saí, discordei dele nas críticas que fazia à atuação da imprensa, a ponto de dizer recentemente que não lia mais jornais porque lhe davam azia.
Exageros à parte, mesmo que esta atitude beligerante lhe cause mais prejuízos do que dividendos, na minha modesta opinião, o fato é que Lula não deixa de ter razão quando se queixa de uma tendência da nossa mídia de inverter a máxima de Rubens Ricupero, aquele que deu uma banana para os escrúpulos.
“O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga”, parece ser mesmo a postura de boa parte dos editores da nossa imprensa com um estranho gosto pelo noticiário negativo, priorizando as desgraças e minimizando as coisas boas que também acontecem no país.
Valeu, Lula. Parabéns!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Dom Hélder: um exemplo imorredouro
(Comentários introdutórios de Grito Pacífico, mudando o mundo com você)
DOM HÉLDER CÂMARA: SINÔNIMO DE JUSTIÇA E PAZ
FONTE: http://www.antonioviana.com.br/2009/site/ver_noticia.php?id=53999
Por Messias Pontes - 04/02/2009
"Os amantes da justiça e da paz, em todo o mundo, e em especial no Nordeste brasileiro, comemoram com entusiasmo o centenário do cearense mais ilustre do século XX. Trata-se de Dom Hélder Pessoa Câmara, nascido em Fortaleza no dia 7 de fevereiro de 1909, décimo-primeiro filho de uma família de classe média.
Aquele menino pequeno e franzino entrou no Seminário Diocesano de Fortaleza com 14 anos de idade, sendo ordenado padre aos 22 anos, no dia 15 de agosto de 1931, com autorização especial do Vaticano, pois não possuía a idade mínima exigida. Desde cedo demonstrou interesse pelo trabalho com os mais humildes e excluídos da sociedade, tendo fundado, no mesmo ano da sua ordenação, a Legião Cearense do Trabalho, e, dois anos depois, a Sindicalização Operária Feminina Católica, que congregava as lavadeiras, engomadeiras e empregadas domésticas.
Em 1936, o padre Hélder transferiu-se para o Rio de Janeiro, dedicando-se às atividades apostólicas. Aos 43 anos foi ordenado bispo, sendo nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro no dia 3 de março de 1952. Em 27 de agosto de 1999, este extraordinário pequeno-grande deixou de respirar o ar poluído pela hipocrisia e pelo capitalismo, e foi buscar noutra dimensão o ar puro da verdade, da solidariedade, da justiça e da paz.
Estes dados iniciais, com todas as minúcias, destinam-se a um certo desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, da 7ª Região, que disse não saber quem era Dom Hélder Câmara. Isto para justificar a injustificável retirada do nome daquele sacerdote do prédio anexo ao Fórum Autran Nunes, no Centro da capital cearense, para colocar o do seu pai já falecido, como ele desembargador. Indignada, a desembargadora Dulcina Palhano retirou-se em sinal de protesto. A reação de vários segmentos da sociedade foi tamanha que a decisão foi revogada pelo mesmo placar de quatro a três.
Dom Hélder foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), tendo destacada atuação no Concílio Vaticano II,oportunidade em que foi um dos propositores e signatários do Pacto das Catacumbas, que teve forte influência na Teologia da Libertação.
Ao chegar à capital pernambucana em 1964 para assumir a Arquidiocese de Olinda e Recife, foi recepcionado por uma multidão, mas também por oficiais do 4º Exército que lhe apresentaram uma lista de religiosos – padres, freiras e leigos - que deveriam ser transferidos para bem longe. Ao receber a lista, Dom Hélder ironizou, afirmando que faltava um nome. Logo um general perguntou: mas quem? E ele respondeu: o de Dom Hélder Câmara.
Se os generais golpistas já olhavam para Dom Hélder com desconfiança, em função das suas posições progressistas e, principalmente o seu compromisso explícito com os excluídos da sociedade, a partir daquele momento passaram a odiá-lo, impedindo-o até de ter acesso aos meios de comunicação de massa para divulgar as suas mensagens durante todo o período ditatorial, encerrado em 15 de março de 1985. Mesmo as emissoras católicas em todo o País eram proibidas até de citar o seu nome.
Lembro-me bem de quando comecei a trabalhar no MEB-Fortaleza (Movimento de Educação de Base), no final da década de 1960. Havia um flanelógrafo ao lado do estúdio da Rádio Assunção Cearense com as determinações baixadas pelo diretor da emissora, radialista Geraldo Fontenele, onde se destacava a proibição de pelo menos citar o nome de Dom Hélder Câmara, Dom Antonio Fragoso (bispo de Crateús), Dom José Maria Pires, também conhecido por Dom Pelé por causa da sua cor (bispo da Paraíba) e até mesmo do general da ativa do Exército, o cearense Albuquerque Lima porque este era contra a ditadura militar. Porém a recomendação maior era para Dom Hélder.
Tive o privilégio de passar uma manhã de sábado com ele em Olinda, em 1970, levado pelo conterrâneo e amigo padre Oliveira Rocha, então vigário da paróquia de Jardim São Paulo, em Recife. Ele demonstrou estar feliz por receber um conterrâneo que comungava com ele da mesma luta pelas liberdades democráticas e por uma sociedade sem exploradores e explorados, sem analfabetismo, sem prostituição, sem fome, sem miséria, onde todos tenham o sagrado direito a todos os direitos, inclusive à informação sem manipulação.
Depois de muito tempo de conversa, Dom Hélder foi me mostrar a parede externa do quarto onde dormia, toda perfurada de balas de metralhadora. “Foram nossos irmãos equivocados do Exército, mas eles não me amedrontam. Eles já tiveram muitas oportunidades, mas não têm coragem de me matar por causa da repercussão internacional”, disse ele com um sorriso encantador. Aliás, o seu sorriso era sempre encantador. Ele conquistava as pessoas pelo coração e pelo sorriso. Era uma pessoa ímpar. Impressionante!
Ao exigir a abertura democrática no Brasil e denunciar, aqui e lá fora, os crimes da ditadura militar, os generais golpistas passaram a persegui-lo e até ameaçá-lo de morte. Sua casa em Olinda – a sacristia da igreja - foi metralhada em 1970 como forma de amedrontá-lo, mas Dom Hélder continuava mais firme ainda na defesa da democracia e dos direitos humanos.
Ele celebrava a missa diariamente pela manhã. Ao terminar, pedia ao sacristão que levasse para tomar café com ele os mendigos que estivessem por perto. Tratava-os todos comi irmãos e com muito carinho. Costumava dizer que “quando dou pão aos pobres, chamam-me de santo, mas quando pergunto pelas causas da pobreza, chamam-me de comunista”.
Pela sua incansável luta em defesa da justiça e dos direitos humanos, Dom Hélder teve seu nome quatro vezes indicado para receber o Prêmio Nobel da Paz. No entanto foi preterido as quatro vezes em função das pressões dos militares colonizados e golpistas que se utilizavam de empresários venais e reacionários como o dono do jornal O Estado de São Paulo, Júlio Mesquita, que foi a Oslo pressionar o comitê designado pelo parlamento norueguês para retirar o nome do pequeno-gigante cearense dos concorrentes do Nobel da Paz.
Dom Hélder escreveu mais de uma dezenas de livros que foram traduzidos em diversos idiomas, entre eles o espanhol, inglês, francês, alemão, japonês, coreano, italiano, norueguês, sueco, dinamarquês, holandês e finlandês. Além disso, ele recebeu 32 títulos de Doutor Honoris Causa e 24 prêmios dos mais diversos órgãos internacionais, e 30 títulos de cidadania em municípios brasileiros. Se vivo fosse, certamente teria ido a Belém (PA) participar do Fórum Social Mundial.
Por toda sua luta em defesa da verdade, da justiça e da paz (sem justiça não há paz, costumava enfatizar), pelas perseguições sofridas e pela coragem com que enfrentou os “poderosos”, Dom Hélder Câmara merecia um monumento em cada cidade, em cada bairro deste País. Infelizmente somente a paróquia de Santo Afonso, no bairro Parquelândia, comandada pelo padre Geovane, ergueu uma estátua dele em frente à igreja.
A programação em Recife para comemorar o centenário de nascimento deste gigante amante da liberdade, da justiça e da paz é das mais extensas, compreendendo não só o 7 de fevereiro, mas todo o ano de 2009. A Prefeitura Municipal de Fortaleza e o Governo do Estado do Ceará - como bem disse em artigo publicado na semana passada no jornal O Povo o médico e ex-vereador por Fortaleza José Maria Pontes - estão devendo um memorial em homenagem a Dom Hélder Câmara na capital cearense.
Para homenagear a pessoa e as obras do Arcebispo Emérito de Recife e Olinda, a Arquidiocese de Fortaleza realizará no próximo sábado 7 uma Celebração Eucarística em comemoração aos 100 anos de nascimento do Dom na paróquia de Santo Afonso, na Parquelândia".
sábado, 12 de julho de 2008
TÍTULO ILUSTRE: Parabéns Galeano
Galeano recebe título de Cidadão Ilustre do Mercosul em cerimônia no Uruguai |
Por L&PM Editores |
FONTE: www.lpm.com.br (Notícias – 07/07/2008)
Na manhã luminosa e fria do dia 3 de julho, em Montevidéu, o escritor uruguaio Eduardo Galeano recebeu o título de "Cidadão ilustre do Mercosul", outorgado pela primeira vez pela Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul
e firmado pelos cinco chanceleres dos países que compõem o Mercosul. A cerimônia realizou-se no belo prédio da CRPM em frente ao Rio da Prata na "rambla" Presidente Wilson, na capital uruguaia.
Na resolução oficial, a comissão de chanceleres justifica a honraria como um reconhecimento pela contribuição do autor de Veias abertas das América Latina, As palavras andantes, da trilogia Memória do fogo e de muitos outros livros "à cultura, à identidade latino-americana e à integração regional".
Entre as centenas de amigos, admiradores de Galeano e personalidades da política e da cultura latino-americana que lotaram o salão nobre do Edifício Mercosur destacavam-se o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, e o prêmio Nobel da Paz, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, que afirmou na ocasião: "Galeano é um grande pensador, um homem coerente entre o dizer e o fazer. É um exemplo de vida, de comprometimento com a luta dos povos pela liberdade. É uma luz que ilumina muitos caminhos."
Ao agradecer o título concedido, Galeano lembrou que o "verdadeiro primeiro cidadão ilustre da região" foi José Gervasio Artigas, líder das lutas pela independência de vários países da América do Sul. Também evocou personalidades latino-americanas que fizeram história, entre as quais os brasileiros Aleijadinho – segundo Galeano, o homem mais feio do Brasil, mas que criou as mais altas formosuras da arte da época colonial –, Garrincha – por sua superação e por todas as alegrias que proporcionou com seu futebol –, e Oscar Niemeyer – que, centenário, é o mais novo dos arquitetos e o mais jovem dos brasileiros. Lembrou também de Salvador Allende e de Che Guevara, que, para ele, talvez seja o mais universal dos latino-americanos, já que sua figura está sempre renascendo, por mais manipulação que sofra.
A solenidade iniciou pontualmente às 11h com o pronunciamento de Carlos "Chacho" Álvarez, presidente da Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul, que calorosamente lembrou da contribuição de Galeano para a cultura e para a integração da América Latina, seguido pelo antropólogo e pesquisador membro da Unesco, o uruguaio Daniel Vidart, e pelo presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, que destacou: "Galeano foi e é nossa voz; nela está contida a imensa paz de nossas lutas, e de suas mãos contadoras de histórias já se escreve, com a tinta indelével de nossa esperança, a história da América Latina, que mais cedo do que tarde começará a viver seus cem anos de solidariedade."
Na ocasião, foram lidas saudações a Eduardo Galeano de vários intelectuais, como do seu compatriota, o escritor Mario Benedetti, e do arquiteto Oscar Niemeyer. Também foram lidas as mensagens dos presidentes Lula, Michelle Bachelet (Chile), Cristina Kirchner (Argentina), Hugo Chávez (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia).
