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domingo, 17 de outubro de 2010

PORQUE SOU DILMA 13

PORQUE SOU DILMA 13

Poderia dedicar intermináveis linhas para comparar os avanços e resultados do governo Lula em relação ao seu antecessor FHC. Ambos tiveram o mesmo tempo como presidente. O de melhor educação formal foi o que menos fez para o povo. Aquele que nem inglês fala direito reposicionou o Brasil no mapa do mundo, perante os países e idiomas de todos os quadrantes.

Infelizmente, vivemos tempos efêmeros, líquidos, descartáveis. Somos bombardeados por informações curtas, rápidas e episódicas; e o que é pior, nem sempre imparciais, isentas e éticas. Falar e divulgar a verdade pode aborrecer o patrão e causar sua demissão e sua conseqüente exclusão do “mercado”. Noticiar coisas boas não dá lucro. Tragédias parecem mais eficentes.

Diante desses dois fatos (Lula/PT objetivamente melhor que FHC/PSDB; e uma mídia que, por informar mal, acaba nos deseducando e despolitizando), como entender a campanha Dilma x Serra e avaliar a qualidade da cidadania brasileira? Em vez de debatermos propostas e de discutirmos projetos estratégicos de país, nos deixamos infectar e hipnotizar por boatos.

O boato não é nada mais nada menos que a principal arma utilizada pela campanha Serra. A arma mais medíocre, mais primitiva, mais covarde. As eleições desse ano, como tantas vezes fizeram com o Lula, estão sendo pautadas pela tragédia. Uma voz aqui e acolá tenta elevar o nível, mas o grosso da estratégia do Serra “do bem” é espalhar o mal e associá-lo à Dilma.

Como toda tragédia tem sua face cômica, vamos a ela: a mulher do “bonzinho” Serra mordeu a própria língua e sua máscara de “virtude maternal” caiu: a Mônica Serra, quem diria, após revelações de uma ex-aluna sua e repercussões na mídia alternativa, assumiu já ter abortado, conforme noticiou a própria Folha de São Paulo (jornal tradicionalmente pró-Serra e anti-Lula): http://mariafro.com.br/wordpress/?p=20474. O feitiço voltou como bumerangue ao feiticeiro.

Quem opta por fazer valer conscientemente seu voto - partindo friamente da realidade coletiva do país e não dos fantasmas individuais do medo impregnados nas entranhas de preconceito que se nutrem dos farelos de egoísmo que pairam na moralidade humana - prefere a Dilma, mesmo que essa adesão não seja automática e desprovida de criticidade, como professou o PSOL e emendou um editorial do Brasil de Fato cujo diagnóstico foi ecoado por Emir Sader: “Dilma não é o governo dos nossos sonhos. Serra é o governo dos nossos pesadelos”.

Eu deveria saltar nesse testemunho o fator Marina Silva, pois acho muito ambígua e contraditória a postura do PV, que vem sendo assediado pelo PSDB em troca de alguns Ministérios caso Serra vença. Ver o Serra citando Chico Mendes soa tão oportunista e patético quanto se FHC viesse a citar o Che Guevara para seduzir os jovens da geração passada. Para quem votou em Marina para enriquecer o debate político no segundo turno, viu que o tiro até agora está saindo pela culatra, conforme argumentei no princípio do texto.

De qualquer forma, devemos aguardar os posicionamentos finais da Marina quanto ao duelo Dilma x Serra. De antemão, cabe a ressalva de que a neutralidade geralmente é omissa e pode chegar a ser burra, no sentido da incoerência histórica e biográfica. E por falar em neutralidade, o que penso do voto nulo, o clássico voto de protesto? Começo com a tese mais pragmática que minha essência idealista consegue tolerar: existe a opção do país ser presidido por ninguém, pelo nada, pelo acaso? Não existe: alguém (oxalá uma mulher) será eleito(a) para tal.

Sobre essa questão, escutemos o Código Eleitoral Brasileiro (Lei nº 4.737/art. 224) diz que: “se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do estado nas eleições federais e estaduais, ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias”. Quando se espalhou essa cláusula, houve quem achasse equivocadamente que os novos candidatos teriam que ser outros, mas isso não procede.

Sou pessoalmente socialista, e tenho mobilizado essa minha inclinação política através dos trabalhos sociais que desenvolvo há 11 anos em ONGs, dos escritos (em verso e prosa) que posto em meu blog e das frases reflexivas que ponho nas redes sociais da internet, como twitter, orkut/facebook e MSN. A propósito, um dos meus sonhos é que, a partir dos meus 50 anos de idade, eu possa encontrar mais tempo e melhores condições para me dedicar de forma mais atenta e livre à minha produção escrita e quem sabe fecundar algum romance. Mas se eu “abortar” antes algum livro solo de poesias (sociais), por favor, não me denunciem.

Cara pálida, mas o que o parágrafo anterior tem a ver com a Dilma e o voto nulo? Calma, eu explico. Tem a ver com minha atitude regular, contaste e radical de "protesto" contra o sistema capitalista. Quem já mergulhou no meu blog, se banha facilmente com essa minha orientação. Mas isso me impede de usar cartão de crédito? Não. De buscar negociar serviços e projetos sociais remunerados para sobreviver? Também não. Afinal, respiramos capitalismo.

Igualmente, respiramos o atual modelo republicano, presidencialista e representativo que compete à democracia política brasileira. Como poderia votar nulo se pago impostos e gero receitas para usufruir de bens e serviços públicos, desde o ônibus que pego para trabalhar, passando pelo Programa Luz para Todos que reduz minha taxa de aluguel até a atual faculdade pública de Ciências Sociais que curso na UFC, como estudante da primeira turma noturna que foi aberta (semestre 2009.1) – ampliação essa favorecida pelo governo Lula.

Desculpem se estiquei demais o texto. Tenho esse problema crônico e cíclico de TPM (Tensão de Prolixidade Máxima). Mas toda justificativa pública deve ser minimamente fundamentada em princípios, experiências e atitudes. Face ao exposto, declaro que Sou Dilma e a desejo como Presidente do Brasil. O que não significa dizer que me calarei e me acomodarei quando ela for eleita e alegrar a maioria das mulheres, homens, jovens e idosos do país. Termino este manifesto pessoal, independente e suprapartidário com a seguinte reflexão:

Esses regimes são liberais: não recorrem essencialmente à coerção, mas a uma espécie de semi-adesão indolente da população. Esta acabou finalmente sendo penetrada pelo imaginário capitalista: a finalidade da vida humana seria a expansão ilimitada da produção e do consumo, o suposto bem-estar material etc. Em conseqüência disso, a população fica totalmente privatizada. O slogan metrô-trabalho-cama [métro-boulot-dodo] de 1968 transformou-se em carro-trabalho-Tv. A população não participa da vida política: votar uma vez a cada cinco ou sete anos em alguém que não se conhece, sobre problemas que não se conhece e que o sistema faz tudo para impedir que você conheça não é participar. Mas para que haja uma mudança, para que haja realmente autogoverno, é decerto preciso mudar as instituições para que as pessoas possam participar da direção dos assuntos comuns; mas também é sobretudo preciso que mude a atitude dos indivíduos com relação às instituições e à coisa pública, a res publica, o que os gregos chamavam ta koina (os assuntos comuns). Pois, hoje, dominação de uma oligarquia e passividade e privatização do povo são apenas os dois lados de uma mesma moeda

(CORNELIUS CASTORIADIS, extraído do livro “Uma Sociedade à Deriva”, pág. 16)

sábado, 23 de maio de 2009

Defesa da Petrobrás unificará esquerdas?

Defesa da Petrobrás ajuda a unificar setores da esquerda.

A grande derrota da CPI da Petrobrás criada (desesperadamente, penso eu) pela oposição ao governo será a capacidade de aglutinação nacional em torno da defesa e ampliação do controle estatal sobre esta grande empresa que orgulha o país.

Aproveito esse comentário para opinar que a oposição e seus holofotes midiáticos estão aposentando o pouco bom-senso que às vezes parecem ter (se bem que raramente) para atirar em toda brecha possível de conflito, do tipo:

a) Espetacularizam a doença da Dilma (chegando a tentar falar mais dela do que da recém-visita de Lula a Arábia Saudita/China/Turquia) e acabam dando-lhe maior visibilidade
b) Condenam potenciais impostos sobre 1% dos poupadores e acabam ajudando a divulgar que essa miúda fatia concentra (absurdamente) 40% do volume da poupança
c) O terceiro exemplo fica a seu livre critério para escolher e revelar (beleza?)

O que podemos concluir com isso ?????

1) A "mídia" pensa? Não, defende interesses.
2) De quem? De minorias egoístico-elitistas.
3) Por que? Porque também ela nada sente.
4) Sentir? Sim, sentir amor pelas maiorias.
5) O que fazemos? Sejamos a nossa mídia.

Comentários do GRITO PACÍFICO, mudando o mundo com você

CAMPANHA PELO PETRÓLEO PARA CAPITAL CARIOCA

http://www3.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/campanha-pelo-petroleo-para-capital-carioca - 21/05/2009

A presença de cerca de seis mil militantes consolidou a unidade de setores distintos da esquerda na luta pela retomada do monopólio estatal

Por LEANDRO UCHOAS, do Rio de Janeiro

A campanha “O Petróleo tem que ser nosso” demonstrou, na manhã dessa quinta-feira 21, no Rio de Janeiro, um potencial ímpar de mobilização. A presença de cerca de seis mil militantes, fechando a avenida Rio Branco, consolidou a unidade de setores distintos da esquerda carioca na luta pela retomada do monopólio estatal do petróleo, e em defesa do papel social da Petrobrás.

Estiveram presentes parlamentares, prefeitos e líderes de quase todos os partidos do campo progressista, além de representantes dos mais significativos movimentos sociais, sindicais e estudantis. Convocado às pressas, o ato alcançou repercussão nos meios de comunicação e alavancou o movimento. As lideranças pretendem, agora, organizar manifestações nos outros estados do País, unificando as tendências de esquerda em defesa de uma Petrobrás pública e socialmente comprometida.

Havia divergências em relação ao tema mais citado durante os pronunciamentos, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado da Petrobrás. A maioria dos militantes rechaçava a iniciativa, acusando PSDB e DEM, que criaram a CPI no Congresso, de querer estancar o desenvolvimento do País em prol de interesses eleitoreiros e em defesa de aliados do setor econômico. “Essa CPI se apresenta no momento em que o Congresso vai discutir o marco regulatório, e o destino do pré-sal”, lamentou Emanuel Cancella, da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

Outros, entretanto, frisavam que o objetivo principal da manifestação não era protestar contra a CPI, mas conscientizar a população e construir unidade na luta pelo controle estatal da Petrobrás. “É mais do que discutir CPI. Lutamos para demonstrar a capacidade que o petróleo tem de se transformar em conquistas sociais: trabalho, educação, saúde, moradia”, frisou Marcelo Durão, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST).

Entretanto, todos foram unânimes em manifestar repúdio às intenções eleitorais e posicionamentos pró-transnacionais dos partidos conservadores. Cancella lembrou que “os inimigos da Petrobrás nunca saíram de cena. Eles combateram a criação da Petrobrás em 1953, quebraram o monopólio da empresa em 1996, quiseram mudar o nome da Petrobrás, e tentaram privatizar a empresa”.

Na opinião do deputado estadual Alessandro Molon (PT), “o primeiro fruto da atuação irresponsável da direita é a unificação da esquerda”. Exaltada por quase todas as lideranças, a unidade do campo progressista, usualmente difícil de ser construída após a chegada de Lula à presidência, foi interpretada como a principal vitória do ato.

Alguns dos manifestantes lembraram que essa coesão corre riscos, se certos limites não forem respeitados. “Nós, que fazemos a oposição de esquerda ao governo Lula, temos que ter responsabilidade, e não surfar nessa CPI. E os companheiros de esquerda que dão sustentação ao governo Lula têm também que colaborar para evitar que essa manifestação não seja chapa-branca, nem tenha interesses eleitorais”, disse Ivan Pinheiro, secretário-geral do PCB.

Ao final do ato, os militantes deram um abraço simbólico na Petrobrás, ao som do Hino Nacional. A manifestação contou com a participação de petroleiros de nove estados, das regiões Sudeste, Nordeste e Sul. Trabalhadores do interior do estado também engrossaram o manifesto. Uma nova manifestação, em Brasília, já está sendo programada.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Pela Renovação e Moralização do Judiciário


Quando passo nas ruas e vejo corpos quase agonizando sem nome, sem futuro e sem nenhum tipo de amparo (seja público e tampouco privado), sinto-me um cidadão infeliz por viver numa sociedade onde milhões de pessoas (para não sair do país) não têm acesso aos direitos mínimos necessários para gozarem de uma vida digna e justa; enfim, humana.

Por outro lado, esse sentimento recorrente de impotência social tem seus momentos de consolação quando vejo, escuto, leio e sobretudo sinto que em todo lugar e época existem - bem como existiram e existirão - pessoas que se mobilizam para melhorar o mundo, o Brasil e (neste caso) suas instituições vitais, como o Supremo Tribunal Federal (STF).

Mesmo sendo uma partícula qualquer diluída em um universo incognoscível, sei que, inclusive como blogueiro amador em órbita na constelação virtual da internet, tenho alguma possibilidade de me expressar, agir e contribuir para um planeta melhor. Mais que isso: carrego em minha consciência a certeza de que não estou (estamos) sozinhos. Você também pode de alguma forma se mexer, divulgando ao máximo esta iniciativa entre todas e todos.

O Grito Pacífico apóia espontaneamente esse movimento de renovação e moralização do Judiciário!!!

Criado bem recentemente, na última semana de abril, como plataforma comunicativa da campanha nacional e mobilização suprapartidária baseada no atual lema GILMAR DANTAS: SAIA ÀS RUAS E NÃO VOLTE AO STF, o blog saiagilmar.blogspot.com já está de parabéns. A repercussão, que não podia ser maior, precisa se multiplicar a cada dia:

1) Em cada Estado, Cidade e recanto democrático do Brasil
2) Em cada mídia alternativa (blogs e sites independentes)
3) Nas diversas manifestações, protestos e atos públicos
4) Nos debates constantes em salas de aula e universidades
5) Em cada rede sócio-virtual (como Orkut, Twitter e MSN)
6) Nas pautas das ONGs, sindicatos, movimentos e igrejas
7) Na distribuição massiva de cartazes, adesivos e panfletos
8) Na circulação contínua de e-mails, notícias e informações
9) Nos variados meios artísticos (com música, poesia e teatro)
10) Na pressão e controle social exercido junto aos políticos

"Uma sociedade civil omissa não passa de uma massa servil" (Pablo Robles)

OBS.: Sugiro gentilmente a republicação como quiser desta postagem.

ECO extraordinário do Grito Pacífico, mudando o mundo com você...


O POVO PODE DESTITUIR GILMAR. É UM DIREITO CONSTITUCIONAL.

FONTE: http://www.saiagilmar.blogspot.com - 08/05/2009

Sim! Nós, o povo brasileiro, podemos tirar Gilmar Mendes do STF por direito constitucional. Porque, de acordo com a Constituição Federal, art. 1., parágrafo único: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Isto é, a CF nos garante o exercício do poder diretamente, nas ruas! Povo Brasileiro, Saia às Ruas!


MANIFESTO DO MOVIMENTO SAIA ÀS RUAS

LUZ EM NOSSA DEMOCRACIA INACABADA

FONTE: http://www.saiagilmar.blogspot.com - 08/05/2009

Há 30 anos o Brasil iniciou um processo árduo de transição democrática. Combatemos a ditadura militar a custa de sacrifício, sangue e lágrimas. O povo brasileiro, de maneira direta e contundente, disse não à opressão, não à desigualdade radical, não à pobreza. O símbolo de nossa vitória foi a Constituição de 1988, que estabeleceu as bases de um novo País. Um País que valoriza a participação social, que condena a discriminação de gênero, de raça e de classe. Queremos resgatar o espírito das Diretas! Uma democracia viva é aquela com o povo nas ruas!

O Judiciário é alicerce dos poderes de nossa República. O Supremo, como Corte Constitucional, representa isso em seu grau máximo. Entretanto, o que vimos no último ano foi uma “destruição” na imagem e na credibilidade do Judiciário. O presidente Gilmar Mendes conseguiu colocar a Suprema Corte do País contra o sentimento que está nas ruas! Além disso, contraria o pensamento do próprio tribunal que deixa de decidir como um colegiado e causa um prejuízo ao conjunto do Judiciário Brasileiro que passa a ficar desacreditado.

Nos últimos meses, temos sofrido calados ao dar-nos conta de que algumas das nossas conquistas mais nobres estão sendo ameaçadas. Sofremos porque percebemos que a Justiça ainda trata pobres e ricos de maneira desigual. Sofremos porque notamos que os privilégios de classe e o preconceito contra os movimentos sociais persistem na mais alta corte do Brasil. Nós nos sentimos traídos por quem deveria zelar – e não destruir – (por) nossa democracia: o Presidente do Supremo Tribunal Federal!

Ao libertar o banqueiro Daniel Dantas e criminalizar os movimentos populares, o Ministro Gilmar Mendes revela a mesma mentalidade autoritária contra a qual lutamos nos últimos 30 anos. O Brasil já não admite a visão achatada da lei, aplicada acriticamente para oprimir os mais fracos. O Brasil já não atura palavras de ordem judiciais – como “estado de direito”, “devido processo legal” ou “princípio da legalidade” – apresentadas como se fossem mandamentos divinos para calar o povo. Já não há espaço no Brasil para um Judiciário das elites, um Judiciário das desigualdades.

Sabemos que nossa luta não será fácil. No passado recente, lutamos contra a ditadura do Executivo e, a duras penas, vencemos. Lutamos contra a opressão ao Legislativo e pela liberdade da sociedade civil organizada e a nossa força também prevaleceu. Mas não conseguimos por fim ao autoritarismo judicial, hoje encarnado na postura do Ministro Gilmar Mendes. Mantivemos, no centro da democracia brasileira, a mão forte de uma instituição que oprime, que desagrega, que exclui. Chegou a hora de retomar a terceira batalha. O Judiciário ainda não completou sua transição para a democracia e a maior prova disso são as posturas do ministro Gilmar Mendes que ofendem e indignam a vontade da população.

O ministro Gilmar Mendes representa um autoritarismo e uma polêmica partidária-ideológica que não coadunam com a nova luz democrática que as ruas querem para este tribunal. Você se lembra de algum partido político que lançou uma nota em apoio a algum presidente do Supremo em outro momento desse país como fez o DEM? Como esse ministro irá julgar agora os processos contra esse partido? Essa partidarização das questões nas quais o ministro Gilmar Mendes está envolvido mina sua credibilidade como juiz isento e imparcial.Sua saída indicaria renovação e o fim de atitudes coronelistas e suspeitas infindáveis que recaem sobre ele (ver abaixo “SUSPEITAS QUE RECAEM SOBRE GILMAR MENDES”)

Por isso, a voz das ruas está pedindo a saída do presidente do STF Gilmar Mendes. Não admitimos mais a presença de juízes que não tenham imparcialidade, integridade moral, espírito democrático-republicano e reputação ilibada para decidir nesta corte. Uma nova luz, democrática e ética deve surgir no STF!

Nas ruas e nos campos, nas capitais e no interior deste País, milhões de brasileiros escondem uma dor cortante dentro de si. Nossa dor é uma dor moral, que nos corrói a alma e nos aperta o coração. Sofremos por nossa democratização inacabada expressada no presidente do Supremo que, a pretexto de defender direitos individuais, criminaliza movimentos sociais e beneficia banqueiros poderosos. A garantia dos direitos individuais não pode tornar-se desculpa para a impunidade reinante. Já que a soberania emana do povo, perguntem às ruas! Ministro Gilmar Mendes, você nos envergonha como povo! Precisamos de ministros que sejam respeitados pela maioria da população e tenham reputação ilibada. Precisamos de mentes que, além de técnicas, sejam democráticas e éticas.

É por isso que estamos aqui, em uma vigília por um novo amanhecer, para devolver ao Brasil a liberdade que nos tentam roubar. Não haverá uma nova luz sobre o Judiciário, enquanto não terminarmos a luta que o povo brasileiro começou há 30 anos. Chegou a hora de concluir a transição democrática, de sair às ruas e iluminar a nossa história com novo choque de liberdade. O povo já tirou o Collor e tirará Gilmar Mendes!


SAIA ÀS RUAS GILMAR MENDES E NÃO VOLTE AO STF! VIVA O POVO BRASILEIRO!

COM VELAS ACESAS, MANIFESTANTES PROTESTAM CONTRA GILMAR MENDES

FONTE: http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_3/2009/05/06/noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=106031/noticia_interna.shtml - 06/05/2009

Cerca de 300 representantes de movimentos sociais e partidos políticos promoveram na noite de hoje (6), na Praça dos Três Poderes, uma manifestação pacífica pela saída do ministro Gilmar Mendes da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).

O movimento recebeu o nome de Gilmar Dantas: saia s ruas e não volte ao STF, em alusão aos habeas corpus concedidos por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, quando este foi preso na Operação Satiagraha, e a uma frase usada pelo ministro Joaquim Barbosa em recente discussão com Mendes no plenário do tribunal.

Os manifestantes acenderam velas ao redor de uma bandeira brasileira e em toda a extensão da praça, além de entoarem refrões contra o presidente do STF.

O Judiciário brasileiro ainda não é transparente e a gente acha que tem que ser iluminado. Para isso tem que ter novas figuras. O ministro Gilmar Mendes representa uma parcialidade que não se coaduna com o seu cargo, afirmou o cientista político João Francisco Araújo, idealizador do movimento. Fazemos um convite para que ele [Mendes] se retire [do STF], acrescentou Araújo.

O PSOL apoiou a manifestação, com parlamentares presentes e militantes segurando faixas com a inscrição Xô Gilmar Mendes. A deputada federal Luciana Genro (RS) ressaltou que a simbologia do protesto já seria significativa, mesmo que a saída de Mendes da presidência do STF não aconteça.

É muito importante essa consciência, que vem se desenvolvendo na sociedade, de que o Supremo não é intocável. De que aqueles homens e mulheres que lá estão têm que prestar contas sociedade de seus atos e não podem ficar isolados numa redoma de vidro, distantes da opinião pública, disse Luciana.

No momento do protesto, Gilmar Mendes e vários outros ministros participavam no STF da cerimônia de lançamento do Anuário da Justiça. Do salão em que as autoridades se encontravam era possível avistar a manifestação, ouvir gritos e apitos.

A assessoria de imprensa do STF informou que Mendes não iria se pronunciar novamente em relação ao protesto. Pela manhã, em evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mendes disse que não se incomodava com eventuais manifestações contrárias á sua gestão. No fim do ano passado, Mendes chegou a afirmar, em uma entrevista coletiva, que "os protestadores contra a atuação dele não enchem uma Kombi.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Repúdio à infeliz "ditabranda" da Folha

Violência não se negocia, se relativiza e se revisa. A Folha de São Paulo, em editorial recente, prestou um péssimo desserviço aos leitores. Ao atenuar as mazelas da ditadura que aterrorizou o Brasil durante 21 anos, a Folha demonstra indisfarçável cumplicidade e insensibilidade frente a este capítulo infame de nossa história política. As profundas perdas que ficaram para trás e os vestígios dolorosos que sobreviveram não autorizam qualquer concessão nessa matéria. Enquanto finalizo este comentário, o manifesto eletrônico já conseguiu reunir mais de 2600 assinaturas virtuais. A minha foi a de número 2609. Participe também! Encerro com as palavras bem felizes de outro signatário: "Ao tentar esconder o seu passado no presente, a FOLHA DE SÃO PAULO consegue, no máximo, enterrar o seu próprio futuro".

(Comentários indignados de Grito Pacífico, mudando o mundo com você)

REPÚDIO À "DITABRANDA" DA FOLHA DE SÃO PAULO

FONTE: http://vermelho.org.br/base.asp?texto=51452 - 24/02/2009

Circula pela internet um manifesto [veja adiante], aberto à adesão dos interessados, de repúdio ao editorial da Folha de S. Paulo publicado na semana passada. Na ocasião, para desqualificar a vitória de Hugo Chávez num referendo democrático sobre a possibilidade da reeleição o jornal da família Frias escancarou toda a sua postura autoritária ao insinuar que o governo bolivariano seria pior do que a ditadura militar brasileira que prendeu, matou e torturou milhares de patriotas entre 1964-1984.

O asqueroso editorial chega a qualificar a ditadura brasileira de ''ditabranda''. Já em relação à Itália de Berlusconi que, com suas ''rondas de cidadãos'' e sua pretensão de que nos médicos delatem estrangeiros em situação irregular, transita perigosamente para o fascismo e a ditadura que o caracteriza, a Folha e seus notórios editorialistas calam-se significativamente. Será o fascismo também uma ''ditabranda''?

Além do repúdio, a petição também presta solidariedade à professora Maria Victoria Benevides e ao jurista Fabio Konder Comparato, os primeiros a condenarem o editorial na sessão de cartas do jornal, tendo sido insultados pela direção daquele jornal. ''Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de 'ditabranda'?'', questionou Benevides. ''O autor do vergonhoso editorial e o diretor que o aprovou deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça púbica e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada'', afirmou Comparato.

A resposta do jornal lembrou a reação de Bush, Cheney e Rumsfeld aos críticos de suas políticas terroristas. ''A Folha respeita a opinião dos leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas delas. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio às ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua 'indignação' é obviamente cínica e mentirosa''. Juntos, o editorial fascista e a resposta arrogante indicam a urgência da coleta de adesões ao manifesto de repúdio à Folha de S. Paulo.

Como afirma o documento, que já colheu mais de mil adesões, ''ante a viva lembrança da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 64, os abaixo-assinados manifestam o seu mais firme e veemente repúdio a arbitrária e inverídica revisão histórica contida no editorial da Folha de S. Paulo de 17 de fevereiro. Ao denominar de 'ditabranda' o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do país... O estelionato semântico manifesto pelo neologismo 'ditabranda' é, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pós-1964''.

CONTEÚDO DO MANIFESTO DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE

FONTE: http://www.ipetitions.com/petition/solidariedadeabenevidesecomparat/index.html

Ante a viva lembranca da dura e permanente violencia desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repudio a arbitraria e inveridica revisao historica contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009. Ao denominar ditabranda o regime politico vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direcao editorial do jornal insulta e avilta a memoria dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratizacao do pais. Perseguicoes, prisoes iniquas, torturas, assassinatos, suicidios forjados e execucoes sumarias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no periodo mais longo e sombrio da historia política brasileira. O estelionato semantico manifesto pelo neologismo ditabranda e, a rigor, uma fraudulenta revisao historica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensao das liberdades e direitos democraticos no pos-1964.

Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota de redacao, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta as cartas enviadas a Painel do Leitor pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fabio Konder Comparato. Sem razoes ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrarios e irresponsaveis a atuacao desses dois combativos academicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insolitas criticas pessoais e politicas contidas na infamante nota da direcao editorial do jornal.

Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fabio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro.