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sábado, 7 de julho de 2012

POESIA: Vote Também na Participação

VOTE TAMBÉM NA PARTICIPAÇÃO

Os tempos da política intensiva chegaram.
Candidatas e candidatos levantam bandeiras.
Campanhas e marqueteiros tecem estratégias.
Pseudocidadãos espalham tolices e asneiras.

Como se discutir política fosse perder tempo.
Como se fazer política nas ruas, bares e lares
Fosse pregar no deserto e caminhar no vazio.
O abismo da omissão preenche os não-lugares.

O que somos hoje depende do que decidimos ontem.
Mesmo que as escolhas coletivas tenham sido terceirizadas.
Mesmo que a utopia tenha sido abortada do nosso existir.
Mesmo que nosso único dilema seja consumir ou não consumir.

Desconfie dos discursos inertes, imagens floridas e promessas fáceis.
Saiba confrontar valores, trajetórias, realizações e demais bastidores.
Nem todo político é ladrão e nem toda política redunda em corrupção.
As crises que abatem o mundo jamais serão resolvidas por procuração.

Participação popular, controle social e transparência pública são essenciais
Para que nossos sonhos reencarnem mundos melhores e menos desiguais.

( por Pablo Robles – POETA DO SOCIAL )

Poesia Especial em homenagem ao início das campanhas políticas municipais.

PS.: Caro leitor e navegante, esta poesia é um primeiro convite à participação nas eleições municipais. Mesmo que você não goste da política partidária, saiba que a política partidária influencia sua vida e seu cotidiano coletivo muito mais do que você imagina. Se puder, ajude a divulgar esta poesia em seus e-mails, blogs, facebooks, twitters e demais redes sociais. E quem trabalha com comunidades, estudantes e públicos sociais, fique também à vontade para utilizarem em suas atividades, aulas, projetos, formações, boletins e demais iniciativas. Até a véspera da eleição, outras poesias e escritos ganharão participação, especialmente em meu blog (www.gritopacifico.blogspot.com) e facebook (Pablo Robles). Obrigado! e abraços J

segunda-feira, 27 de abril de 2009

"Novelinha" da Globo é desmascarada

Telespectadores não têm cara de palhaço e não é sempre que a Rede Globo, com suas histórias malcontadas, consegue fazer o Brasil de bobo. A emissora armou uma encenação para culpabilizar o MST e tentar minar (pela enésima vez) este movimento social perante a opinião pública. Tirando as balas truculentas que atingiram alguns integrantes do MST, pode-se dizer que o "tiro" midiático da Globo saiu pela culatra. A Globo não teve a "competência" de comprar, usar e calar todos os atores dessa sua novelinha de final infeliz e motivação criminosa. Palmas para o repórter Victor Haor, cuja consciência sentiu mais fundo, falou mais alto e ficou mais leve.

(Comentários do Grito Pacífico, mudando o mundo com você)

CAIU A FARSA DA GLOBO SOBRE O CONFLITO COM O MST

Por MAX COSTA

FONTE: Texto circulado pela Rede 3 Setor no dia 26/04/2009 (http://br.groups.yahoo.com/group/3setor)

Desde o início, a história estava mal contada. Um novo conflito agrário no interior do Pará, em que profissionais do jornalismo teriam sido usados como escudo humano pelo MST e mantidos em cárcere privado pelo movimento, em uma propriedade rural, cujo dono dificilmente tinha seu nome revelado. Quem conhecia e acompanhava um pouco da história desse conflito sabia que isso se tratava de uma farsa. A população, por sua vez, apesar de aceitar a criminalização do MST pela mídia e criticar a ação do movimento, via que a história estava mal contada.

As perguntas principais eram: Como o cinegrafista, utilizado como escudo humano - considero aqui a expressão em seu real sentido e significados -, teria conseguido filmar todas as imagens? Como aconteceu essa troca de tiros, se as imagens mostravam apenas os "capangas" de Daniel Dantas atirando? Como as equipes de reportagem tiveram acesso à fazenda se a via principal estava bloqueada pelo MST? Por que o nome de Daniel Dantas dificilmente era citado como dono da fazenda e por que as matérias não faziam uma associação entre o proprietário da fazenda e suas rapinagens?

Para completar, o que não explicavam e escondiam da população: as equipes de reportagem foram para a fazenda a convite dos proprietários e com alguns custos bancados - inclusive tendo sido transportados em uma aeronave de Daniel Dantas - como se fossem fazer aquelas típicas matérias recomendadas, tão comum em revistas de turismo, decoração, moda e Cia (isso sem falar na Veja e congêneres).

Além disso, por que a mídia considerava cárcere privado o bloqueio de uma via? E por que o bloqueio dessa via não foi impedimento para a entrada dos jornalistas e agora teria passado a ser para a saída dos mesmos? Quer dizer então que, quando bloqueamos uma via em protesto, estamos colocando em cárcere privado, os milhares de transeuntes que teriam que passar pela mesma e que ficam horas nos engarrafamentos que causamos com nossos legítimos protestos?

Pois bem, as dúvidas eram muitas. Não apenas para quem tem contato com a militância social, mas para a população em geral, que embora alguns concordassem nas críticas da mídia ao MST, viam que a história estava mal contada. Agora, porém, essa história mal contada começa a ruir e a farsa começa a aparecer. Na tarde de ontem, o repórter da TV Liberal, afiliada da TV Globo, Victor Haor, depôs ao delegado de Polícia de Interior do Estado do Pará. Em seu depoimento, negou que os profissionais do jornalismo tenham sido usados como escudo humano pelos sem-terra, bem como desmentiu a versão - propagada pela Liberal, Globo e Cia. - de que teriam ficado em cárcere privado.

Está de parabéns o repórter - um trabalhador que foi obrigado a cumprir uma pauta recomendada, mas que não aceitou mais compactuar com essa farsa. Talvez tenha lhe voltado à mente o horror presenciado pela repórter Marisa Romão, que em 1996 foi testemunha ocular do Massacre de Eldorado dos Carajás e não aceitou participar da farsa montada pelos latifundiários e por Almir Gabriel, vivendo desde então sob ameaças de morte.

A consciência deve ter pesado, ou o peso de um falso testemunho deva ter influenciado. O certo é que Haor não aceitou participar até o fim de uma pauta encomendada, tal quais os milhares de crimes que são encomendados no interior do Pará. Uma pauta que mostra a pistolagem eletrônica praticada por alguns veículos de comunicação e que temos o dever de denunciar.

MAX COSTA

Jornalista/Belém